28 de abril de 2009

Cervejaria Praxis

Abriu no passado dia 24 de Abril a primeira microcervejaria portuguesa (pelo menos que é do meu conhecimento).
Trata-se da Praxis, uma cervejaria com produção própria de cervejas e que se situa na Urbanização Quinta da Várzea - Santa Clara, em Coimbra.
É um espaço moderno onde se podem encontrar 4 cervejas bem diferentes: Pilsener, Weiss, Âmbar e Dunkel, o que vem refrescar o panorama cervejeiro nacional, onde as aguadas macro lagers imperam.
Ao que se sabe a abertura deste estabelecimento não foi fácil, mas saúda-se a vontade e persistência dos seus donos que no final acabaram por vencer a batalha, e fizeram regressar a produção de cerveja à cidade de Coimbra.

25 de abril de 2009

I am a craft brewer (Eu sou um cervejeiro artesanal)

I am a craft brewer, sim, eu também sou um cervejeiro artesanal! Fantástico!!



Legendado em português por Tiago Falcone - Falke Bier (Brasil). Activar legenda no botão que se encontra no canto inferior direito da janela do vídeo.

24 de abril de 2009

4. Brewing Sessions Dunkelweizen (3º post)

Cá está a primeira foto da Brewing Sessions Dunkelweizen. Tal como esperava, uma bela cerveja!
De côr castanha alaranjada, forma uma espuma branca abundante, bem característica do estilo em questão.
O aroma é doce, sobrepondo-se o cravo à banana e também alguns aromas torrados resultado dos maltes escuros usados na sua produção.
Na boca torna-se uma cerveja bastante equilibrada, de sabor doce, subtilmente amargo, com notas de malte, caramelo e alguns frutos secos. A carbonatação está bastante boa, com tendência a melhorar com mais alguns dias de garrafa. Uma cerveja bastante leve e agradável, com uma boa drinkability.
Penso que ficou uma cerveja bastante boa e por isso recomendo esta receita a qualquer pessoa que a pretenda reproduzir. Espero voltar a repeti-la mais vezes!

11 de abril de 2009

Vídeos 4

Visita a uma fábrica de cerveja alemã de 1930. Espero que gostem!

6 de abril de 2009

4. Brewing Sessions Dunkelweizen (2º post)

Após duas semanas de fermentação e maturação, hoje foi dia de engarrafar a Brewing Sessions Dunkelweizen.
A receita é simples, 6g de açúcar branco por cada litro de cerveja (20L), o que dá um total de 120g de açúcar adicionados à cerveja.
20 L de cerveja engarrafados em 30 garrafas de 0.5L e mais 14 de 0.33L. Duas semanas e está pronta a consumir.
Da análise sensorial que fiz, não denotei qualquer off-flavour resultado de contaminações ou outra qualquer "doença" que pudesse estar a importunar a saudável evolução deste néctar dos Deuses Bávaros!
No geral fiquei bastante impressionado com o que provei, e por isso estou com expectativas elevadas em relação a esta cerveja.
Relativamente à FG, ficou-se, como esperado, pelos 1.014, o que resulta numa cerveja com 5.4% Abv.
Segundo as guidelines BJCP, uma Bavarian Dunkelweizen como manda a lei.
Dentro de 15 dias, a prova dos 9!
De seguida a primeira foto à cerveja quase pronta.


24 de março de 2009

Videos 3

Mais um excelente vídeo da autoria do Leonardo Botto, um dos mais conhecidos cervejeiros caseiros do Brasil, e que demonstra o processo de produção de cerveja artesanal, bem como todo o equipamento necessário.
O que pretendo com estes vídeos é demonstrar que não é necessário um grande investimento para se poder produzir cerveja em casa. É um processo simples e que requer apenas um pequeno investimento numa panela de grandes dimensões (pelo menos uns 25L), e de resto a maior parte do equipamento pode ser improvisado.
Outra das desculpas para não se avançar para a produção caseira é a falta de espaço. Eu faço cerveja num apartamento, e para isso apenas necessito da cozinha interdita durante 8 horas, e fermento as minhas cervejas no chuveiro de uma das casas de banho, como poderia fazê-lo num outro compartimento da casa, precisando apenas de um local com temperatura amena mais ou menos constante, e espaço para colocar um fermentador de 30L que é relativamente pequeno. Portanto eu sou o exemplo de que é possível fazer cerveja em casa sem ser necessário muito espaço para tal.
Por isso força com essas produções e vamos criar em Portugal um movimento a nível de produção artesanal como o que já existe no Brasil, assim como em outros países do mundo!


23 de março de 2009

4. Brewing Sessions Dunkelweizen

Após uma longa ausência, cá estou eu de volta às minhas produções. Enquanto escrevo este texto tenho uma Dunkelweizen a ferver na cozinha.
E porquê uma Dunkelweizen perguntam vocês?
Em primeiro lugar porque é uma das minhas cervejas de eleição, especialmente no Verão. Tenho uma predilecção inexplicável por cervejas mais escuras, com aromas torrados, caramelo, malte, bem características de cervejas deste género. E dentro das weizen, o meu gosto não foge à regra.
E em segundo lugar porque se aproxima o II Concurso Nacional de Cervejas Caseiras e Artesanais, e ao que sei o estilo que estará em destaque será o 15 - BJCP, ou seja, as German Wheat and Rye Beer, e por isso pretendo participar com esta cerveja.
Após muita pesquisa lá desenhei a receita, na qual inclui malte de trigo pois está claro, malte pilsen na mesma proporção, em menor quantidade malte Munchen para o corpo, algum crystal, chocolate para a côr e special B para um toque... special!
Quanto a lúpulos, dentro das possibilidades que tinha, os tradicionais do estilo Hallertau Perle para o amargo e Hallertau Hersbrucker para o aroma.
Relativamente à levedura, SAFBREW WB-06 da Fermentis.
Posso então dizer que esta Dunkelweizen foi elaborada segundo a Lei da Pureza alemã, a Reinheitsgebot, a qual apenas permite a elaboração de cerveja utilizando como ingredientes água, malte, lúpulo e levedura. Quem quiser saber mais acerca desta lei, podem aceder ao seguinte link.
Eis então a receita da Brewing Sessions Dunkelweizen:

- 2.18 Kg Malte de Trigo
- 2.18 Kg Malte Pilsen
- 0.87 Kg Malte Munich
- 0.22 Kg Malte Crystal
- 0.11 Kg Malte Chocolate
- 0.11 Kg Malte Special B
- 15 g Hallertau Perle (60 min.)
- 15 g Hallertau Hersbrucker (30 min.)
Levedura SAFBREW WB-06 da Fermentis

Quanto à brassagem, aqueci 14L da água a 68ºC e adicionei o malte moído para obter uma temperatura de 62ºC, que mantive durante 30 minutos. Posteriormente elevei a temperatura para os 68ºC que durante 30 minutos.
Após este tempo verifiquei com a ajuda de tintura de iodo se a sacarificação estava completa o que se verificou ser afirmativo. Elevei então a temperatura para os 75ºC e mantive durante 10 minutos. Desliguei o fogão e transferi o mosto para a cuba filtrante.
Coloquei então mais 15L de água a aquecer até à temperatura de 75ºC para fazer a lavagem do grão.
Fiz a recolha do mosto filtrado acumulando na panela um total de 25 L.
Neste momento já leva 60 minutos de fervura. Aos 30 minutos adicionei o lúpulo de amargo e neste momento vou adicionar o lúpulo de aroma. O mosto ferverá um total de 90 minutos.

Actualização:

Pois é, a fervura terminou, arrefeci o mosto com a ajuda do meu mais recente sistema de refrigeração. Este consiste numa pequena serpentina em inox que serve de pré-chiller e uma serpentina de maior dimensão em cobre. A serpentina de inox está mergulhada em água com gelo e a serpentina de cobre encontra-se dentro da panela. Uma mangueira ligada a uma torneira conduz água fria por dentro da serpentina de inox, o que faz com que a água fique ainda mais fria. Por sua vez, esta água fria irá entrar dentro da serpentina em inox e aí ocorrerá transferência de calor entre a água da serpentina e o mosto, o que promove o seu arrefecimento.
Depois de arrefecido o mosto, procedi ao seu aeramento (não sei se esta palavra existe), ou seja, introduzi oxigénio com a ajuda de uma bomba de aquário e uma pedra difusora.
Resta agora inocular a levedura et voilá, está pronta para fermentar.
A fermentação vai-se realizar a uma temperatura entre os 19 e os 20ºC, durante uma semana. Como é uma cerveja de trigo, provavelmente da fermentação irá resultar uma enorme formação de espuma, e por isso, em vez de um borbulhador, vou utilizar o chamado blow-off, que consiste numa mangueira colocada no lugar do borbulhador, e a outra ponta mergulhada num recipiente com água. Assim se houver uma grande formação de espuma esta irá sair pela mangueira e assim evito uma grande sujeira.
Medi a densidade e obtive uma OG de 1.055. Está dentro dos meus cálculos já que previra uma OG de 1.054. Espero ter uma FG de aproximadamente 1.011 ou até 1.010, mas vamos ver no que vai dar.
Obtive um mosto escuro, bem típico de uma Dunkelweizen. Está bastante turvo, que penso que se deve ao uso de malte de trigo, e talvez a algum excesso de moagem, o que provocou a formação de alguma farinha. No entanto ainda vai ter muito tempo para clarificar e depois veremos a cor final.
Estou com grandes expectativas em relação a esta cerveja.

12 de outubro de 2008

La Ronda #5

Fui convidado pelo Carls, autor do blog El Universo de la Cerveza, a participar na Ronda #5. Pelo que percebi, a coisa desenrola-se da seguinte forma: em cada Ronda é lançado um tema de discussão por um dos autores dos blogues participantes. Aos restantes autores cabe a tarefa de escrever, nos seus respectivos blogues, as suas opiniões e ideias acerca do tema em questão.
E como habitualmente não recuso desafios (pelo menos ao que a cerveja diz respeito), cá estou eu para participar na Ronda #5.
A questão lançada pelo Carls é a seguinte: que país faz a melhor cerveja? Porquê? E quais são as 3 cervejas que mais gostamos desse país?
Não haveria questão mais fácil para responder, uma vez que sou um confesso apaixonado pelas cervejas belgas.
Posso dizer que foi paixão à primeira vista. Uma das primeiras cervejas "a sério" que bebi foi uma Chimay Bleue, comprada no El Corte Inglés de Granada, e desde esse dia as cervejas belgas, e em especial as Trappistes, passaram a ser as minhas cervejas de eleição.
Para além da inquestionável qualidade das cervejas, penso que a história e o misticismo que está por detrás da sua produção é também uma das razões que me faz gostar ainda mais delas.
Outra ponto que favorece estas cervejas é o facto de ser bastante fácil encontrá-las nas grandes superfícies comerciais ou até em bares que tenho por hábito visitar. Quanto a outros estilos de cerveja, as coisas já não são bem assim. Vão-se encontrando algumas cervejas de trigo (Erdinger, Franziskaner e Paulaner), stout's (Guiness e pouco mais) e de resto não há muito mais a acrescentar. Por estas razões as cervejas belgas são aquelas que mais aprecio e também as que melhor conheço.
Quanto às 3 cervejas belgas que mais aprecio, é para mim bastante difícil elaborar um ranking, mas, sem as colocar por qualquer ordem de preferência, posso destacar aquelas que habitualmente me fazem companhia e que me deixam bastante satisfeito: Chimay Bleue, Duvel e Bush Ambrée, todas diferentes mas todas excepcionais.
Tenho uma enorme curiosidade em relação à que é considerada por muitos a melhor cerveja do mundo. Não, não é a Carlsberg, aliás, muito longe disso, é a Westvleteren 12. É uma cerveja belga produzida na abadia de Sint-Sixtus e que tem tanto de boa como de difícil de encontrar. Mas eu um dia hei-de lá chegar.

20 de setembro de 2008

The Beer Connoisseur

Mais um link de visita obrigatória, o The Beer Connoisseur. Para quem quer saber um pouco mais sobre cervejas, este é o site que procura. Nele pode encontrar toda a informação que necessita para se tornar um expert em cervejas.
O mais engraçado deste site é que a informação é fornecida ao utilizador numa espécie de curso intensivo e com uma sequência estabelecida, não sendo necessário procurar a informação. Conforme vai avançando nas várias lições o seu curriculo cervejeiro vai ficando completo até se tornar um verdadeiro doutorado em cerveja.
O único senão é o facto do site ser em inglês, mas de qualquer forma vale sempre a pena visitar!

A culpa é do tempo!

A culpa é do tempo! É do tempo porque ele me tem faltado para poder escrever no Brewing Sessions, e ao mesmo tempo também é do tempo porque não tem ajudado para poder seguir com as minhas produções.
Com as temperaturas altas que ainda se fazem sentir, é quase impossível conseguir produzir qualquer coisa de jeito sem a ajuda de algum equipamento de frio, equipamento esse que ainda não tenho.
Por isso a campanha 2008-2009 só irá ter início em Outubro próximo, assim que as temperaturas comecem a baixar. Até lá resta-me pensar, pesquisar e projectar novas cervejas!
Ideias não faltam, haja tempo para as concretizar!
Algumas dessas ideias: Dunkelweizen (a cerveja que me tem enchido as medidas nas noites de Verão), uma cerveja especial para mulheres :), uma Pilsen das originais, uma nova receita de Belgian Dubbel, uma cerveja para comemorar o Natal, ...
A época 2008-2009 promete, pelo menos vontade há muita. Vamos lá ver se o tempo permite!