24 de março de 2009

Videos 3

Mais um excelente vídeo da autoria do Leonardo Botto, um dos mais conhecidos cervejeiros caseiros do Brasil, e que demonstra o processo de produção de cerveja artesanal, bem como todo o equipamento necessário.
O que pretendo com estes vídeos é demonstrar que não é necessário um grande investimento para se poder produzir cerveja em casa. É um processo simples e que requer apenas um pequeno investimento numa panela de grandes dimensões (pelo menos uns 25L), e de resto a maior parte do equipamento pode ser improvisado.
Outra das desculpas para não se avançar para a produção caseira é a falta de espaço. Eu faço cerveja num apartamento, e para isso apenas necessito da cozinha interdita durante 8 horas, e fermento as minhas cervejas no chuveiro de uma das casas de banho, como poderia fazê-lo num outro compartimento da casa, precisando apenas de um local com temperatura amena mais ou menos constante, e espaço para colocar um fermentador de 30L que é relativamente pequeno. Portanto eu sou o exemplo de que é possível fazer cerveja em casa sem ser necessário muito espaço para tal.
Por isso força com essas produções e vamos criar em Portugal um movimento a nível de produção artesanal como o que já existe no Brasil, assim como em outros países do mundo!


23 de março de 2009

4. Brewing Sessions Dunkelweizen

Após uma longa ausência, cá estou eu de volta às minhas produções. Enquanto escrevo este texto tenho uma Dunkelweizen a ferver na cozinha.
E porquê uma Dunkelweizen perguntam vocês?
Em primeiro lugar porque é uma das minhas cervejas de eleição, especialmente no Verão. Tenho uma predilecção inexplicável por cervejas mais escuras, com aromas torrados, caramelo, malte, bem características de cervejas deste género. E dentro das weizen, o meu gosto não foge à regra.
E em segundo lugar porque se aproxima o II Concurso Nacional de Cervejas Caseiras e Artesanais, e ao que sei o estilo que estará em destaque será o 15 - BJCP, ou seja, as German Wheat and Rye Beer, e por isso pretendo participar com esta cerveja.
Após muita pesquisa lá desenhei a receita, na qual inclui malte de trigo pois está claro, malte pilsen na mesma proporção, em menor quantidade malte Munchen para o corpo, algum crystal, chocolate para a côr e special B para um toque... special!
Quanto a lúpulos, dentro das possibilidades que tinha, os tradicionais do estilo Hallertau Perle para o amargo e Hallertau Hersbrucker para o aroma.
Relativamente à levedura, SAFBREW WB-06 da Fermentis.
Posso então dizer que esta Dunkelweizen foi elaborada segundo a Lei da Pureza alemã, a Reinheitsgebot, a qual apenas permite a elaboração de cerveja utilizando como ingredientes água, malte, lúpulo e levedura. Quem quiser saber mais acerca desta lei, podem aceder ao seguinte link.
Eis então a receita da Brewing Sessions Dunkelweizen:

- 2.18 Kg Malte de Trigo
- 2.18 Kg Malte Pilsen
- 0.87 Kg Malte Munich
- 0.22 Kg Malte Crystal
- 0.11 Kg Malte Chocolate
- 0.11 Kg Malte Special B
- 15 g Hallertau Perle (60 min.)
- 15 g Hallertau Hersbrucker (30 min.)
Levedura SAFBREW WB-06 da Fermentis

Quanto à brassagem, aqueci 14L da água a 68ºC e adicionei o malte moído para obter uma temperatura de 62ºC, que mantive durante 30 minutos. Posteriormente elevei a temperatura para os 68ºC que durante 30 minutos.
Após este tempo verifiquei com a ajuda de tintura de iodo se a sacarificação estava completa o que se verificou ser afirmativo. Elevei então a temperatura para os 75ºC e mantive durante 10 minutos. Desliguei o fogão e transferi o mosto para a cuba filtrante.
Coloquei então mais 15L de água a aquecer até à temperatura de 75ºC para fazer a lavagem do grão.
Fiz a recolha do mosto filtrado acumulando na panela um total de 25 L.
Neste momento já leva 60 minutos de fervura. Aos 30 minutos adicionei o lúpulo de amargo e neste momento vou adicionar o lúpulo de aroma. O mosto ferverá um total de 90 minutos.

Actualização:

Pois é, a fervura terminou, arrefeci o mosto com a ajuda do meu mais recente sistema de refrigeração. Este consiste numa pequena serpentina em inox que serve de pré-chiller e uma serpentina de maior dimensão em cobre. A serpentina de inox está mergulhada em água com gelo e a serpentina de cobre encontra-se dentro da panela. Uma mangueira ligada a uma torneira conduz água fria por dentro da serpentina de inox, o que faz com que a água fique ainda mais fria. Por sua vez, esta água fria irá entrar dentro da serpentina em inox e aí ocorrerá transferência de calor entre a água da serpentina e o mosto, o que promove o seu arrefecimento.
Depois de arrefecido o mosto, procedi ao seu aeramento (não sei se esta palavra existe), ou seja, introduzi oxigénio com a ajuda de uma bomba de aquário e uma pedra difusora.
Resta agora inocular a levedura et voilá, está pronta para fermentar.
A fermentação vai-se realizar a uma temperatura entre os 19 e os 20ºC, durante uma semana. Como é uma cerveja de trigo, provavelmente da fermentação irá resultar uma enorme formação de espuma, e por isso, em vez de um borbulhador, vou utilizar o chamado blow-off, que consiste numa mangueira colocada no lugar do borbulhador, e a outra ponta mergulhada num recipiente com água. Assim se houver uma grande formação de espuma esta irá sair pela mangueira e assim evito uma grande sujeira.
Medi a densidade e obtive uma OG de 1.055. Está dentro dos meus cálculos já que previra uma OG de 1.054. Espero ter uma FG de aproximadamente 1.011 ou até 1.010, mas vamos ver no que vai dar.
Obtive um mosto escuro, bem típico de uma Dunkelweizen. Está bastante turvo, que penso que se deve ao uso de malte de trigo, e talvez a algum excesso de moagem, o que provocou a formação de alguma farinha. No entanto ainda vai ter muito tempo para clarificar e depois veremos a cor final.
Estou com grandes expectativas em relação a esta cerveja.

12 de outubro de 2008

La Ronda #5

Fui convidado pelo Carls, autor do blog El Universo de la Cerveza, a participar na Ronda #5. Pelo que percebi, a coisa desenrola-se da seguinte forma: em cada Ronda é lançado um tema de discussão por um dos autores dos blogues participantes. Aos restantes autores cabe a tarefa de escrever, nos seus respectivos blogues, as suas opiniões e ideias acerca do tema em questão.
E como habitualmente não recuso desafios (pelo menos ao que a cerveja diz respeito), cá estou eu para participar na Ronda #5.
A questão lançada pelo Carls é a seguinte: que país faz a melhor cerveja? Porquê? E quais são as 3 cervejas que mais gostamos desse país?
Não haveria questão mais fácil para responder, uma vez que sou um confesso apaixonado pelas cervejas belgas.
Posso dizer que foi paixão à primeira vista. Uma das primeiras cervejas "a sério" que bebi foi uma Chimay Bleue, comprada no El Corte Inglés de Granada, e desde esse dia as cervejas belgas, e em especial as Trappistes, passaram a ser as minhas cervejas de eleição.
Para além da inquestionável qualidade das cervejas, penso que a história e o misticismo que está por detrás da sua produção é também uma das razões que me faz gostar ainda mais delas.
Outra ponto que favorece estas cervejas é o facto de ser bastante fácil encontrá-las nas grandes superfícies comerciais ou até em bares que tenho por hábito visitar. Quanto a outros estilos de cerveja, as coisas já não são bem assim. Vão-se encontrando algumas cervejas de trigo (Erdinger, Franziskaner e Paulaner), stout's (Guiness e pouco mais) e de resto não há muito mais a acrescentar. Por estas razões as cervejas belgas são aquelas que mais aprecio e também as que melhor conheço.
Quanto às 3 cervejas belgas que mais aprecio, é para mim bastante difícil elaborar um ranking, mas, sem as colocar por qualquer ordem de preferência, posso destacar aquelas que habitualmente me fazem companhia e que me deixam bastante satisfeito: Chimay Bleue, Duvel e Bush Ambrée, todas diferentes mas todas excepcionais.
Tenho uma enorme curiosidade em relação à que é considerada por muitos a melhor cerveja do mundo. Não, não é a Carlsberg, aliás, muito longe disso, é a Westvleteren 12. É uma cerveja belga produzida na abadia de Sint-Sixtus e que tem tanto de boa como de difícil de encontrar. Mas eu um dia hei-de lá chegar.

20 de setembro de 2008

The Beer Connoisseur

Mais um link de visita obrigatória, o The Beer Connoisseur. Para quem quer saber um pouco mais sobre cervejas, este é o site que procura. Nele pode encontrar toda a informação que necessita para se tornar um expert em cervejas.
O mais engraçado deste site é que a informação é fornecida ao utilizador numa espécie de curso intensivo e com uma sequência estabelecida, não sendo necessário procurar a informação. Conforme vai avançando nas várias lições o seu curriculo cervejeiro vai ficando completo até se tornar um verdadeiro doutorado em cerveja.
O único senão é o facto do site ser em inglês, mas de qualquer forma vale sempre a pena visitar!

A culpa é do tempo!

A culpa é do tempo! É do tempo porque ele me tem faltado para poder escrever no Brewing Sessions, e ao mesmo tempo também é do tempo porque não tem ajudado para poder seguir com as minhas produções.
Com as temperaturas altas que ainda se fazem sentir, é quase impossível conseguir produzir qualquer coisa de jeito sem a ajuda de algum equipamento de frio, equipamento esse que ainda não tenho.
Por isso a campanha 2008-2009 só irá ter início em Outubro próximo, assim que as temperaturas comecem a baixar. Até lá resta-me pensar, pesquisar e projectar novas cervejas!
Ideias não faltam, haja tempo para as concretizar!
Algumas dessas ideias: Dunkelweizen (a cerveja que me tem enchido as medidas nas noites de Verão), uma cerveja especial para mulheres :), uma Pilsen das originais, uma nova receita de Belgian Dubbel, uma cerveja para comemorar o Natal, ...
A época 2008-2009 promete, pelo menos vontade há muita. Vamos lá ver se o tempo permite!

31 de agosto de 2008

Cervejarte

O link seguinte diz respeito à Cervejarte, um site brasileiro da autoria do Ricardo Rosa, um dos mais conceituados cervejeiros artesanais brasileiros.
Este site surgiu no final de 2005 com o intuito de estimular o desenvolvimento da cultura cervejeira artesanal no Brasil. A muita informação contida no site é o resultado de alguns anos de experiência do Ricardo Rosa na elaboração de cervejas artesanais. No blog da Cervejarte podem ser encontrados relatos das suas produções, bem como artigos com imensas informações técnicas bastante úteis para quem quer aprender um pouco mais acerca da produção artesanal de cerveja.
Como já foi dito o Ricardo Rosa é um dos mais conceituados cervejeiros artesanais do Brasil e um dos prinncipais impulsionadores deste movimento no Brasil. Conjuntamente com outras pessoas é um dos sócios fundadores da ACervA Carioca, a Associação de Cervejeiros Artesanais Cariocas. A ACervA Carioca é uma associação que visa incentivar o desenvolvimento da cultura da cerveja artesanal, no Rio de Janeiro e em todo o Brasil, promovendo encontros, palestras, cursos, concursos e degustações das mais variadas cervejas, em grande parte produzidas pelos próprios associados.
Mais um link de visita obrigatória... e regular!

24 de agosto de 2008

Revista Mash

Aproveitando um texto que descobri na Wikipédia, passo a apresentar mais um excelente link dedicado ao homebrewing, o website Revista Mash.

Mash é uma revista virtual, dedicada à divulgação de temas relacionados com a produção caseira e artesanal de cerveja. Esta actividade de origem milenar, atingiu o seu auge no final dos anos 90 em países tradicionalmente não cervejeiros, e em muitos casos deixou de ser um hobby passando a ser uma ocupação profissional.
Em Outubro de 2005 um grupo de cervejeiros argentinos uniu-se num projecto sem fins lucrativos, que pretende ser útil à comunidade cervejeira que fala espanhol, valendo-se para isso de uma ferramenta dinâmica que ainda não existia na língua espanhola, para poder transmitir os conhecimentos adquiridos ao longo de anos de experiência.
Foi assim que nasceu a Revista Mash, a primeiro do género.
Através dela, o leitor poderá obter, de forma simples e cómoda, toda a informação de que necessita para poder dar os primeiros passos na elaboração da sua própria cerveja. Para os mais experientes, esta revista converte-se num material de consulta permanente.
Entre o seu conteúdo encontram-se ferramentas bastante úteis, informações técnicas sobre processos e equipamentos, receitas, notícias sobre o sector, e tudo aquilo que resulte de útil na hora de fabricar, de provar ou de escolher onde partilhar um bom momento bebendo as melhores cervejas artesanais.
Rapidamente obteve uma grande aceitação e um ano depois alcançou a soma de mais de 630 subscritores, chegando a todos os países de língua espanhola do mundo.
Outro dos objectivos a que a revista se propôs foi o de promover a cerveja autêntica, tal como se vem elaborando desde tempos ancestrais, sem produtos químicos e conservantes, mostrando as claras diferenças que existem com as grandes cervejas industriais. Para isso organizam anualmente vários encontros que fazem com que esta bebida chegue à maior parte das pessoas, muitos dos quais têm um cariz solidário, ajudando assim diferentes instituições.
adaptado de Wikipédia

Sem dúvida, mais um grande link, de visita obrigatória...

23 de agosto de 2008

Onde comprar

Fazer a nossa própria cerveja seria uma tarefa muito mais difícil para nós portugueses, se não existissem estas duas lojas que trazem até nós, os equipamentos e ingredientes necessários para podermos saborear uma boa cerveja caseira.
A Loja da Cerveja Caseira e a Loja Cerveja Artesanal são as únicas lojas nacionais dedicadas ao homebrewing.
A Loja da Cerveja Caseira cita em Lisboa, mais propriamente na Calçada do Tojal, em Benfica. Pertence ao Fernando Gonçalves, um Engenheiro Químico ligado profissionalmente aos vinhos, mas que nutre uma enorme paixão pela cerveja, paixão essa que o levou a abrir a primeira loja em Portugal dedicada ao homebrewing, sendo assim um dos principais impulsionadores desta arte em Portugal. A Loja da Cerveja Caseira foi também uma das entidades organizadoras do I Concurso Nacional de Cervejas Caseiras e Artesanais.
A Loja Cerveja Artesanal situa-se em Paleão (Soure), nos arredores de Coimbra. Pertença de Tiago Santos e ao que sei, também do seu irmão Carlos, é uma loja que de destaca pela diferença, procurando oferecer aos seus clientes uma grande variedade de equipamentos, ingredientes e outros artigos relacionados com a produção de cerveja artesanal. São também responsáveis pela organização de alguns eventos, como é o caso das Tertúlias Cerveja Artesanal, que visam promover o homebrewing e proporcionar umas horas de convívio entre cervejeiros artesanais ou apenas simples apaixonados pelo precioso néctar.
Para além do espaço físico que já referi, ambas as lojas fazem venda online, o que permite aos seus clientes escolher e encomendar os produtos que necessitam e recebê-los cómodamente em sua casa. Os envios são feitos por EMS, com os custos de envio a serem suportados pelos clientes.
Já tive a oportunidade de comprar equipamento/ingredientes em ambas as lojas online, e posso-vos assegurar que são da minha inteira confiança. O atendimento é excelente e o envio é feito de forma rápida.

3 de agosto de 2008

How to Brew

Para além da internet, outro dos meios de obter mais informação acerca da produção de cerveja artesanal são os livros. É importante referir que, todos os livros que conheço sobre esta temática são estrangeiros, de uma forma geral escritos em inglês, o que vem complicar um pouco a vida a quem não está familiarizado com esta língua.
Não poderia dar início a esta secção dedicada à literatura, sem começar pelo How to Brew do John Palmer. É por muitos considerado o melhor livro sobre homebrewing. De linguagem bastante acessível, é muito fácil de entender, e através dele, qualquer pessoa pode adquirir toda a informação que necessita para começar a produzir cerveja, quer a partir de extracto de malte, quer a partir de grão.
É importante referir que a maior parte da informação constante neste livro está disponível no site How to Brew.
Sem dúvida um livro de leitura obrigatória para quem se quer iniciar na arte da produção artesanal de cerveja.
Estes livros não são fáceis de encontrar à venda nas livrarias nacionais. Na Loja Cerveja Artesanal encontram-se disponíveis alguns títulos bastante interessantes, um dos quais este How to Brew. De resto, penso que só mesmo no Amazon e em outros sites estrangeiros do género, é que pode ser encontrado.

2 de agosto de 2008

3. Brewferm Diabolo (kit)

E a produção seguinte foi um dos kits da Brewferm, o Diabolo. Como me iniciei na produção caseira logo pelo all-grain (a partir do grão), quis saber como é produzir uma cerveja de kit, e já agora ver se notava alguma diferença a nível de qualidade da cerveja obtida.
O processo de produção através de kits é bem mais simples que o all-grain. Segundo mandam as instruções do kit, basta apenas verter o conteúdo da lata no fermentador, adicionar a água quente necessária para obter o volume total de cerveja, adicionar 1 Kg de açúcar, misturar bem, inocular a levedura e depois é só deixar fermentar.
Eu como nunca resisto a inventar qualquer coisa, lá fiz uns pequenos kitanços. Coloquei a aquecer 9L de água, adicionei o conteúdo do kit e em vez de açúcar branco, adicionei 1 Kg de candi sugar.
Quando este mosto levantou fervura, adicionei uma mão cheia de lúpulo Challenger para dar alguma frescura à cerveja. Adicionei também um pouco de Irish Moss, para ajudar na clarificação da cerveja, de forma a obter uma cerveja o mais límpida possível. Deixei ferver durante 10 minutos e logo arrefeci o mosto à temperatura ambiente.
Hidratei e inoculei a levedura e coloquei o fermentador num banho-maría a 22ºC.
A cerveja ficou no fermentador primário durante uma semana, duas no fermentador secundário e depois engarrafei. Fiz um primming de 6g de açúcar branco por cada litro de cerveja.
Passado 3 semanas estava pronta a beber.
Após a prova posso dizer que ficou uma cerveja bastante agradável. Apresenta uma cor âmbar bastante límpida devido ao candi sugar que lhe adicionei, tendo formado uma espuma abundante de cor branca moderadamente persistente. Aroma doce a malte e caramelo, que mais uma vez é devido ao candi sugar. Na boca também é adocicada com algumas notas de caramelo e citrinos. Amargo acentuado. No geral ficou uma cerveja bastante agradável e bem refrescante!