18 de setembro de 2011

Novas perspectivas...

Este post serve para resuscitar o Brewing Sessions, que com muita pena minha está adormecido há mais de 2 anos.
Tanto está o blog como a produção de cerveja. Quer por alguma falta de tempo, quer por alguma falta de pachorra, a produção de cerveja artesanal tem ficado esquecida.
Agora que o Verão está para ir embora, estou decidido a voltar ao activo.
Esperem novidades para breve!

17 de junho de 2009

Final da temporada 2008/2009

Não, não se trata de um artigo sobre futebol. Apesar de gostar e ter um clube do coração deixo os comentários para outros blogues e fórums da especialidade.
Falo-vos do final da temporada de produção que teve início em Outubro de 2008 e terminou agora, com a produção desta Hefe-weizen.
Num período de tempo tão grande é com tristeza que apenas pude produzir duas cervejas, a Dunkelweizen e a Hefe-weizen. Infelizmente o final de 2008 e inícios de 2009 foram meses muito intensos de trabalho, com muito pouco tempo livre para me dedicar ao homebrewing. Só a partir de Março é que tive o tempo disponível para voltar às lides cervejeiras.
Apresar de poucas cervejas, acho que consegui produzir duas excelentes cervejas para refrescar as tardes e noites quentes do Verão que já se faz sentir.
Dou por encerrada esta temporada uma vez que, com as temperaturas que se fazem sentir, é impossível fermentar convenientemente as cervejas, mesmo tratando-se de ales. A única solução é usar um frigorífico com um termostato acoplado e assim conseguir obter temperaturas de fermentação mais baixas.
Infelizmente não tenho disponível um frigorífico para uso exclusivo nas produção, por isso tenho que restringi-las aos meses mais frescos do ano.
Prometo voltar em Outubro deste ano com novas receitas, mais cervejas e acima de tudo com muita vontade de produzir.
Mas não pensem que o Brewing Sessions vai ficar inactivo até lá. Há sempre muita coisa para falar, por isso, dentro das minhas possibilidades, tentarei manter o blog actualizado.

Apresentação da Brewing Sessions Hefe-weizen

Após duas semanas abri a primeira garrafa da Brewing Sessions Hefe-weizen.
Espuma abundante como sería de esperar, branca e cremosa que perdurou até à última gota. A côr é um amarelo pálido (na foto parece mais escura mas é por causa do flash da câmara) e a turbidez natural deste estilo faz-se notar.
O aroma é o esperado para uma weizen, trigo, levedura, cravo e naturalmente a banana.
Ficou uma cerveja medianamente encorpada, ligeiramente adocicada (o que na minha opinião é bom), uma boa carbonatação e uma boa drinkability.
Penso que no geral ficou uma cerveja bastante boa, mas é claro que sou suspeito para o dizer!
Receita a repetir, sem qualquer alteração!

9 de junho de 2009

Beer: An Insider's Guide: Crafting Beer

Mais um excelente dcumentário sobre micro-cervejarias!

Para assistirem ao documentário completo, podem fazê-lo no seguinte link.

27 de maio de 2009

Modern Marvels - Brewing

Excelente documentário do Canal História sobre cerveja. Concerteza 45 minutos bem passados!

EDIT: Tenho sido alertado acerca de dificuldades em visualizar o documentário através deste blog. Caso este seja o vosso caso, podem sempre ver o vídeo através deste link.

15 de maio de 2009

I BigBrew Cervejas do Mundo

Os membros do fórum Cervejas do Mundo (eu incluído) estão a organizar o I BigBrew Cervejas do Mundo.
Este evento consiste na elaboração de uma receita com a colaboração de todos os membros do fórum, receita essa que depois será posta em prática por cervejeiros e não-cervejeiros.
Os interessados em participar basta seguirem o link para o tópico do fórum e lá terão toda a informação que necessitam.
Para quem não conhece o Cervejas do Mundo é um site português dedicado à cerveja, seja ela nacional ou estrangeira. No site pode encontrar-se de tudo, desde um pouco da história da cerveja, notícias, curiosidades passando também por uma descrição pormenorizada do que é a cerveja e do seu processo de fabrico.
Para além de tudo isto há também o fórum, onde alguns amantes de cerveja, produtores e não produtores se reúnem para trocar ideias, debater alguns assuntos, deixar algumas reviews a cervejas que vão experimentando e tudo mais que se relacione com esta nobre bebida. Há também uma secção dedicada ao produção artesanal onde os cervejeiros trocam ideias, receitas e partilham as suas produções.
Um local de visita obrigatória!

13 de maio de 2009

5. Brewing Sessions Hefe-weizen

Continuando na onda das weizen, cá está a minha mais recente produção, a Brewing Sessions Hefe-weizen.
A receita que criei é bastante simples, com metade da quantidade total de grão a ficar a cargo do malte de trigo. Quanto ao resto, malte pilsen e munich.
A lupulagem foi bastante reduzida como é característico do estilo e ficou a cargo dos lúpulos Perle e Hersbrucker. Cá está a receita:
. 3,4 Kg de Malte de Trigo
. 1,6 Kg Malte Pilsen
. 0,15 Kg de Malte Munich
. 14 g Perle (60 min.)
. 14 g Hersbrucker (30 min.)
. Fermentis SAFBREW WB-06
Brassagem longa com 2 etapas distintas, sendo a primeira uma paragem de 30 minutos a 55ºC e a segunda uma paragem de 45 minutos aos 67ºC. Depois disto subi para a temperatura de mash-out (77ºC).
Fervura de 90 minutos, arrefecimento a 20ºC, oxigenação e posterior inoculação da levedura.
A fermentar a 20ºC.
Preparei um starter antes 48h com a receita do costume. Passado umas 6 ou 7 horas começou a borbulhar.
Na próxima segunda-feira vou transferi-la para o fermentador de guarda onde irá ficar as tradicionais 2 semanas, após as quais será engarrafada com 7g/L de açúcar para a carbonatação.
De seguida a reportagem fotográfica.


6 de maio de 2009

iBeer

Para quem não pode passar sem a bela cervejinha, eis a minha sugestão:

30 de abril de 2009

Guia de iniciação à produção de cerveja artesanal (1ª parte)

O principal objectivo deste blog é divulgar e incentivar o desenvolvimento da produção artesanal de cerveja, especialmente em Portugal, onde este fenómeno ainda está a dar os primeiros passos de uma caminhada, que espero que seja longa e de sucesso.
Muitos dos que por aqui passam são apreciadores de boa cerveja e curiosos em relação à produção artesanal que buscam mais informação sobre o assunto. O seu pensamento era o mesmo que eu tinha antes de me iniciar como cervejeiro, "tudo bem, até pode ser possível fazer cerveja em casa, mas deve ser um processo complicado e que envolve um grande investimento" o que os leva rapidamente a desistir ou a colocar de lado esta ideia.
Os meus próximos posts são dedicados a estas pessoas, aos que precisam apenas de um pequeno empurrão para se aventurarem no mundo do homebrewing. O objectivo deste e dos próximos posts será criar um guia, um manual onde abordarei tudo o que é necessário para começar a produzir cerveja artesanal, tanto a nível de conhecimentos teóricos, ingredientes, equipamentos, locais onde os adquirir e outros mais assuntos que entenda serem importantes para quem se quer tornar cervejeiro e surpreender os amigos com boas cervejas produzidas em casa.

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Para começar acho importante esclarecer algumas das dúvidas que assaltam os aspirantes a homebrewer, por isso cá vai.

.As cervejas caseiras têm a mesma qualidade que as cervejas industriais?
R.: Sim, as cervejas artesanais conseguem atingir patamares de qualidade iguais ou até superiores às ditas cervejas industriais. É claro que tudo vem com muitos conhecimentos, e acima de tudo com muita experiência. Outra das grandes vantagens de produzir cerveja artesanal é o facto de podermos criar cervejas de estilos que não conseguimos encontrar nos supermercados e nas lojas da especialidade. No meu caso em concreto nunca tinha provado uma Russian Imperial Stout, até ao dia em que produzi uma.

.Preciso de muito espaço para poder produzir cerveja em casa?
R.: Sim e não. É possível produzir cerveja em espaços reduzidos. Eu produzo cerveja num apartamento e o único espaço que preciso é da cozinha durante um dia inteiro e de um pequeno espaço para poder colocar o fermentador durante 3 a 4 semanas.
É claro que o ideal será ter um espaço exclusivo para a produção, como por exemplo uma cave, uma garagem ou um armazém, mas caso não o tenhamos, continua a ser possível produzir cerveja caseira.

.É necessário um grande investimento monetário?
R.: Não. Para começar a produzir não é necessário investir muito dinheiro. Há 3 formas diferentes de produzir cerveja artesanal, através de kits, extracto ou a partir de grão. Se começarmos pelo mais simples, os kits e extracto, não necessitamos de um grande investimento. Já para produzir a partir de grão é necessário investir algum dinheiro em equipamentos que são indispensáveis neste processo, mas não estamos a falar de valores exorbitantes. Mas deixamos este pormenor do investimento para desenvolver um pouco mais à frente.

.Onde posso comprar os equipamentos e ingredientes que necessito para me iniciar na produção artesanal?
R.: Em Portugal existem 2 lojas que vendem todo o equipamento e ingredientes necessários. Uma fica em Lisboa (Loja da Cerveja Caseira) e outra na zona de Coimbra (Loja Cerveja Artesanal). Para os que são de longe ambas as lojas fazem o envio pelo correio e por isso, em qualquer região do país terão sempre acesso a tudo o que necessitam. Escusado será dizer que ambas as lojas são de confiança e pertença de pessoas que produzem cerveja, e que concerteza os poderão ajudar em qualquer dúvida que tenham.

.São necessários muitos conhecimentos teóricos para me tornar num cervejeiro artesanal?
R.: Para começar a produzir não são necessários grandes conhecimentos, embora seja importante ter a ideia do processo e perceber qual é o objectivo de cada uma das suas etapas. É claro que o conhecimento não ocupa espaço, e quanto mais estudarmos melhor entendemos o processo de produção, e assim podemos aperfeiçoar as nossas cervejas e assim produzir cada vez mais e melhores.

.E por onde devo começar?
R.: Como já disse, existem 3 formas diferentes de produzir cerveja caseira. Os kits são a forma mais fácil de começar. Para além de exigir um investimento reduzido, é um processo bastante simples de executar e para o qual não preciso de ter grandes conhecimentos. O extracto é o passo seguinte, pois já envolve a utilização de lúpulo e algum grão. Por fim chega a produção a partir do grão, que é onde o cervejeiro produz uma cerveja desde o princípio, utilizando todos os ingredientes e passando por todas as etapas tal como se uma cerveja industrial se tratasse.
Quem vos escreve este texto não será o exemplo correcto a seguir, já que comecei logo a produzir a partir de grão. Apenas o fiz porque achei que tinha capacidade e conhecimentos suficientes para o fazer. Tive a oportunidade de trabalhar numa fábrica de cervejas e por isso já conhecia o processo do ponto de vista industrial, o que me ajudou muito a adaptar-me à produção em escala reduzida e com equipamentos menos avançados. Li bastantes livros e muita informação que procurei na internet. Também vi muitos vídeos no YouTube e por isso achei que estaria à altura desse desafio e por isso optei por me iniciar logo com o grão.
A forma mais simples e mais lógica de começar é, sem dúvida, através dos kits. Podemos dizer que 90% (ou mais) dos cervejeiros artesanais se iniciaram na produção utilizando um kit, mas a escolha é vossa.

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Depois de esclarecidas algumas dúvidas daremos então inicio ao nosso guia de iniciação à produção de cerveja artesanal.
Até breve!

28 de abril de 2009

Cervejaria Praxis

Abriu no passado dia 24 de Abril a primeira microcervejaria portuguesa (pelo menos que é do meu conhecimento).
Trata-se da Praxis, uma cervejaria com produção própria de cervejas e que se situa na Urbanização Quinta da Várzea - Santa Clara, em Coimbra.
É um espaço moderno onde se podem encontrar 4 cervejas bem diferentes: Pilsener, Weiss, Âmbar e Dunkel, o que vem refrescar o panorama cervejeiro nacional, onde as aguadas macro lagers imperam.
Ao que se sabe a abertura deste estabelecimento não foi fácil, mas saúda-se a vontade e persistência dos seus donos que no final acabaram por vencer a batalha, e fizeram regressar a produção de cerveja à cidade de Coimbra.

25 de abril de 2009

I am a craft brewer (Eu sou um cervejeiro artesanal)

I am a craft brewer, sim, eu também sou um cervejeiro artesanal! Fantástico!!



Legendado em português por Tiago Falcone - Falke Bier (Brasil). Activar legenda no botão que se encontra no canto inferior direito da janela do vídeo.

24 de abril de 2009

4. Brewing Sessions Dunkelweizen (3º post)

Cá está a primeira foto da Brewing Sessions Dunkelweizen. Tal como esperava, uma bela cerveja!
De côr castanha alaranjada, forma uma espuma branca abundante, bem característica do estilo em questão.
O aroma é doce, sobrepondo-se o cravo à banana e também alguns aromas torrados resultado dos maltes escuros usados na sua produção.
Na boca torna-se uma cerveja bastante equilibrada, de sabor doce, subtilmente amargo, com notas de malte, caramelo e alguns frutos secos. A carbonatação está bastante boa, com tendência a melhorar com mais alguns dias de garrafa. Uma cerveja bastante leve e agradável, com uma boa drinkability.
Penso que ficou uma cerveja bastante boa e por isso recomendo esta receita a qualquer pessoa que a pretenda reproduzir. Espero voltar a repeti-la mais vezes!

11 de abril de 2009

Vídeos 4

Visita a uma fábrica de cerveja alemã de 1930. Espero que gostem!

6 de abril de 2009

4. Brewing Sessions Dunkelweizen (2º post)

Após duas semanas de fermentação e maturação, hoje foi dia de engarrafar a Brewing Sessions Dunkelweizen.
A receita é simples, 6g de açúcar branco por cada litro de cerveja (20L), o que dá um total de 120g de açúcar adicionados à cerveja.
20 L de cerveja engarrafados em 30 garrafas de 0.5L e mais 14 de 0.33L. Duas semanas e está pronta a consumir.
Da análise sensorial que fiz, não denotei qualquer off-flavour resultado de contaminações ou outra qualquer "doença" que pudesse estar a importunar a saudável evolução deste néctar dos Deuses Bávaros!
No geral fiquei bastante impressionado com o que provei, e por isso estou com expectativas elevadas em relação a esta cerveja.
Relativamente à FG, ficou-se, como esperado, pelos 1.014, o que resulta numa cerveja com 5.4% Abv.
Segundo as guidelines BJCP, uma Bavarian Dunkelweizen como manda a lei.
Dentro de 15 dias, a prova dos 9!
De seguida a primeira foto à cerveja quase pronta.


24 de março de 2009

Videos 3

Mais um excelente vídeo da autoria do Leonardo Botto, um dos mais conhecidos cervejeiros caseiros do Brasil, e que demonstra o processo de produção de cerveja artesanal, bem como todo o equipamento necessário.
O que pretendo com estes vídeos é demonstrar que não é necessário um grande investimento para se poder produzir cerveja em casa. É um processo simples e que requer apenas um pequeno investimento numa panela de grandes dimensões (pelo menos uns 25L), e de resto a maior parte do equipamento pode ser improvisado.
Outra das desculpas para não se avançar para a produção caseira é a falta de espaço. Eu faço cerveja num apartamento, e para isso apenas necessito da cozinha interdita durante 8 horas, e fermento as minhas cervejas no chuveiro de uma das casas de banho, como poderia fazê-lo num outro compartimento da casa, precisando apenas de um local com temperatura amena mais ou menos constante, e espaço para colocar um fermentador de 30L que é relativamente pequeno. Portanto eu sou o exemplo de que é possível fazer cerveja em casa sem ser necessário muito espaço para tal.
Por isso força com essas produções e vamos criar em Portugal um movimento a nível de produção artesanal como o que já existe no Brasil, assim como em outros países do mundo!


23 de março de 2009

4. Brewing Sessions Dunkelweizen

Após uma longa ausência, cá estou eu de volta às minhas produções. Enquanto escrevo este texto tenho uma Dunkelweizen a ferver na cozinha.
E porquê uma Dunkelweizen perguntam vocês?
Em primeiro lugar porque é uma das minhas cervejas de eleição, especialmente no Verão. Tenho uma predilecção inexplicável por cervejas mais escuras, com aromas torrados, caramelo, malte, bem características de cervejas deste género. E dentro das weizen, o meu gosto não foge à regra.
E em segundo lugar porque se aproxima o II Concurso Nacional de Cervejas Caseiras e Artesanais, e ao que sei o estilo que estará em destaque será o 15 - BJCP, ou seja, as German Wheat and Rye Beer, e por isso pretendo participar com esta cerveja.
Após muita pesquisa lá desenhei a receita, na qual inclui malte de trigo pois está claro, malte pilsen na mesma proporção, em menor quantidade malte Munchen para o corpo, algum crystal, chocolate para a côr e special B para um toque... special!
Quanto a lúpulos, dentro das possibilidades que tinha, os tradicionais do estilo Hallertau Perle para o amargo e Hallertau Hersbrucker para o aroma.
Relativamente à levedura, SAFBREW WB-06 da Fermentis.
Posso então dizer que esta Dunkelweizen foi elaborada segundo a Lei da Pureza alemã, a Reinheitsgebot, a qual apenas permite a elaboração de cerveja utilizando como ingredientes água, malte, lúpulo e levedura. Quem quiser saber mais acerca desta lei, podem aceder ao seguinte link.
Eis então a receita da Brewing Sessions Dunkelweizen:

- 2.18 Kg Malte de Trigo
- 2.18 Kg Malte Pilsen
- 0.87 Kg Malte Munich
- 0.22 Kg Malte Crystal
- 0.11 Kg Malte Chocolate
- 0.11 Kg Malte Special B
- 15 g Hallertau Perle (60 min.)
- 15 g Hallertau Hersbrucker (30 min.)
Levedura SAFBREW WB-06 da Fermentis

Quanto à brassagem, aqueci 14L da água a 68ºC e adicionei o malte moído para obter uma temperatura de 62ºC, que mantive durante 30 minutos. Posteriormente elevei a temperatura para os 68ºC que durante 30 minutos.
Após este tempo verifiquei com a ajuda de tintura de iodo se a sacarificação estava completa o que se verificou ser afirmativo. Elevei então a temperatura para os 75ºC e mantive durante 10 minutos. Desliguei o fogão e transferi o mosto para a cuba filtrante.
Coloquei então mais 15L de água a aquecer até à temperatura de 75ºC para fazer a lavagem do grão.
Fiz a recolha do mosto filtrado acumulando na panela um total de 25 L.
Neste momento já leva 60 minutos de fervura. Aos 30 minutos adicionei o lúpulo de amargo e neste momento vou adicionar o lúpulo de aroma. O mosto ferverá um total de 90 minutos.

Actualização:

Pois é, a fervura terminou, arrefeci o mosto com a ajuda do meu mais recente sistema de refrigeração. Este consiste numa pequena serpentina em inox que serve de pré-chiller e uma serpentina de maior dimensão em cobre. A serpentina de inox está mergulhada em água com gelo e a serpentina de cobre encontra-se dentro da panela. Uma mangueira ligada a uma torneira conduz água fria por dentro da serpentina de inox, o que faz com que a água fique ainda mais fria. Por sua vez, esta água fria irá entrar dentro da serpentina em inox e aí ocorrerá transferência de calor entre a água da serpentina e o mosto, o que promove o seu arrefecimento.
Depois de arrefecido o mosto, procedi ao seu aeramento (não sei se esta palavra existe), ou seja, introduzi oxigénio com a ajuda de uma bomba de aquário e uma pedra difusora.
Resta agora inocular a levedura et voilá, está pronta para fermentar.
A fermentação vai-se realizar a uma temperatura entre os 19 e os 20ºC, durante uma semana. Como é uma cerveja de trigo, provavelmente da fermentação irá resultar uma enorme formação de espuma, e por isso, em vez de um borbulhador, vou utilizar o chamado blow-off, que consiste numa mangueira colocada no lugar do borbulhador, e a outra ponta mergulhada num recipiente com água. Assim se houver uma grande formação de espuma esta irá sair pela mangueira e assim evito uma grande sujeira.
Medi a densidade e obtive uma OG de 1.055. Está dentro dos meus cálculos já que previra uma OG de 1.054. Espero ter uma FG de aproximadamente 1.011 ou até 1.010, mas vamos ver no que vai dar.
Obtive um mosto escuro, bem típico de uma Dunkelweizen. Está bastante turvo, que penso que se deve ao uso de malte de trigo, e talvez a algum excesso de moagem, o que provocou a formação de alguma farinha. No entanto ainda vai ter muito tempo para clarificar e depois veremos a cor final.
Estou com grandes expectativas em relação a esta cerveja.

12 de outubro de 2008

La Ronda #5

Fui convidado pelo Carls, autor do blog El Universo de la Cerveza, a participar na Ronda #5. Pelo que percebi, a coisa desenrola-se da seguinte forma: em cada Ronda é lançado um tema de discussão por um dos autores dos blogues participantes. Aos restantes autores cabe a tarefa de escrever, nos seus respectivos blogues, as suas opiniões e ideias acerca do tema em questão.
E como habitualmente não recuso desafios (pelo menos ao que a cerveja diz respeito), cá estou eu para participar na Ronda #5.
A questão lançada pelo Carls é a seguinte: que país faz a melhor cerveja? Porquê? E quais são as 3 cervejas que mais gostamos desse país?
Não haveria questão mais fácil para responder, uma vez que sou um confesso apaixonado pelas cervejas belgas.
Posso dizer que foi paixão à primeira vista. Uma das primeiras cervejas "a sério" que bebi foi uma Chimay Bleue, comprada no El Corte Inglés de Granada, e desde esse dia as cervejas belgas, e em especial as Trappistes, passaram a ser as minhas cervejas de eleição.
Para além da inquestionável qualidade das cervejas, penso que a história e o misticismo que está por detrás da sua produção é também uma das razões que me faz gostar ainda mais delas.
Outra ponto que favorece estas cervejas é o facto de ser bastante fácil encontrá-las nas grandes superfícies comerciais ou até em bares que tenho por hábito visitar. Quanto a outros estilos de cerveja, as coisas já não são bem assim. Vão-se encontrando algumas cervejas de trigo (Erdinger, Franziskaner e Paulaner), stout's (Guiness e pouco mais) e de resto não há muito mais a acrescentar. Por estas razões as cervejas belgas são aquelas que mais aprecio e também as que melhor conheço.
Quanto às 3 cervejas belgas que mais aprecio, é para mim bastante difícil elaborar um ranking, mas, sem as colocar por qualquer ordem de preferência, posso destacar aquelas que habitualmente me fazem companhia e que me deixam bastante satisfeito: Chimay Bleue, Duvel e Bush Ambrée, todas diferentes mas todas excepcionais.
Tenho uma enorme curiosidade em relação à que é considerada por muitos a melhor cerveja do mundo. Não, não é a Carlsberg, aliás, muito longe disso, é a Westvleteren 12. É uma cerveja belga produzida na abadia de Sint-Sixtus e que tem tanto de boa como de difícil de encontrar. Mas eu um dia hei-de lá chegar.

20 de setembro de 2008

The Beer Connoisseur

Mais um link de visita obrigatória, o The Beer Connoisseur. Para quem quer saber um pouco mais sobre cervejas, este é o site que procura. Nele pode encontrar toda a informação que necessita para se tornar um expert em cervejas.
O mais engraçado deste site é que a informação é fornecida ao utilizador numa espécie de curso intensivo e com uma sequência estabelecida, não sendo necessário procurar a informação. Conforme vai avançando nas várias lições o seu curriculo cervejeiro vai ficando completo até se tornar um verdadeiro doutorado em cerveja.
O único senão é o facto do site ser em inglês, mas de qualquer forma vale sempre a pena visitar!

A culpa é do tempo!

A culpa é do tempo! É do tempo porque ele me tem faltado para poder escrever no Brewing Sessions, e ao mesmo tempo também é do tempo porque não tem ajudado para poder seguir com as minhas produções.
Com as temperaturas altas que ainda se fazem sentir, é quase impossível conseguir produzir qualquer coisa de jeito sem a ajuda de algum equipamento de frio, equipamento esse que ainda não tenho.
Por isso a campanha 2008-2009 só irá ter início em Outubro próximo, assim que as temperaturas comecem a baixar. Até lá resta-me pensar, pesquisar e projectar novas cervejas!
Ideias não faltam, haja tempo para as concretizar!
Algumas dessas ideias: Dunkelweizen (a cerveja que me tem enchido as medidas nas noites de Verão), uma cerveja especial para mulheres :), uma Pilsen das originais, uma nova receita de Belgian Dubbel, uma cerveja para comemorar o Natal, ...
A época 2008-2009 promete, pelo menos vontade há muita. Vamos lá ver se o tempo permite!

31 de agosto de 2008

Cervejarte

O link seguinte diz respeito à Cervejarte, um site brasileiro da autoria do Ricardo Rosa, um dos mais conceituados cervejeiros artesanais brasileiros.
Este site surgiu no final de 2005 com o intuito de estimular o desenvolvimento da cultura cervejeira artesanal no Brasil. A muita informação contida no site é o resultado de alguns anos de experiência do Ricardo Rosa na elaboração de cervejas artesanais. No blog da Cervejarte podem ser encontrados relatos das suas produções, bem como artigos com imensas informações técnicas bastante úteis para quem quer aprender um pouco mais acerca da produção artesanal de cerveja.
Como já foi dito o Ricardo Rosa é um dos mais conceituados cervejeiros artesanais do Brasil e um dos prinncipais impulsionadores deste movimento no Brasil. Conjuntamente com outras pessoas é um dos sócios fundadores da ACervA Carioca, a Associação de Cervejeiros Artesanais Cariocas. A ACervA Carioca é uma associação que visa incentivar o desenvolvimento da cultura da cerveja artesanal, no Rio de Janeiro e em todo o Brasil, promovendo encontros, palestras, cursos, concursos e degustações das mais variadas cervejas, em grande parte produzidas pelos próprios associados.
Mais um link de visita obrigatória... e regular!